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Frases e pensamentos sobre casamento

por Educar bem
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  • É através do compromisso – uma opção sem retorno que em alguns casos existe sem que tenha ficado escrita num documento – que nos ligamos ao amigo, ao esposo ou à esposa, a uma tarefa em conjunto com outras pessoas… E ligando-nos aos outros localizamo-nos. Se tens filhos, tens uma tarefa e, com ela, um lugar no mundo. E todos os teus passos estão cheios de sentido. Fugindo de te amarrares, poderá chegar o momento em que perguntes a ti mesmo o que estás aqui a fazer.
    (Paulo Geraldo)
  • Numa época em que uma noção errada de liberdade, muito divulgada, leva a não contrair vínculos e a quebrar com facilidade os vínculos contraídos, é oportuno recordar que a liberdade é, na sua forma maior, liberdade de nos amarrarmos. É esse o significado de “criar laços”.
    (Paulo Geraldo)
  • No amor conjugal, a intervenção do corpo dá um carácter irreversível à relação de entrega. Com efeito, quando uma pessoa entrega o corpo, é porque se entrega a si própria em plenitude. Mas quando uma pessoa entrega de verdade a alma, tem de ter em conta que implica a totalidade da vida.
    (M. Santamaría Garai)
  • Manter uma atitude de confiança com as outras pessoas implica correr o risco de sermos defraudados. Mas riscos todos corremos, também os que não confiam…
    Arrisca-se na educação e arrisca-se no casamento. Há pais que deram tudo pelos seus filhos e estes acabaram por ser uma calamidade. Mas, se não tivessem dado tudo, se os tivessem abandonado ou maltratado, então a calamidade não teria sido um risco, mas uma certeza.
    (Joaquín García-Huidobro)
  • Vós, mulheres, pensai que talvez vos descuideis um pouco no arranjo pessoal; recordai o provérbio que a mulher composta tira o homem de outra porta: é sempre actual o dever de aparecerdes amáveis como quando éreis noivas, dever de justiça porque pertenceis ao vosso marido; e ele também não se deve esquecer de que é vosso e de que tem a obrigação de ser, durante toda a vida, afectuoso como um noivo. Mau sinal, se sorrirdes com ironia ao lerdes este parágrafo; seria uma demonstração evidente de que o afecto familiar se tinha convertido em gélida indiferença.
    (Josemaria Escrivá)
  • O casamento é a doação e aceitação recíproca de todo o ser pessoal entre um homem e uma mulher, para toda a vida, sejam quais forem as circunstâncias que se deparem no futuro. A exigência deste compromisso é grande, visto que o futuro não está escrito e não se pode adivinhar. Mas essa incerteza, própria da natureza humana, não significa que as pessoas não possam exercer a capacidade de prometer e cumprir o que livremente prometeram.
    (Aquilino Polaino-Lorente)
  • Por exemplo, se os projectos profissionais de um numa cidade são incompatíveis com a alergia que o outro sente naquele lugar, como os dois são agora uma só carne, a alergia de um afecta a vida do outro. De facto, o outro sente-a como se fosse própria, ou mais ainda, e sofre. Mas a realidade do amor matrimonial faz que, ou os dois se aguentam, ou os dois saem dali. Porque os projectos profissionais são importantes, mas secundários em relação à grandeza do amor.
    (M. Santamaría Garai)
  • O amor humano autêntico é uma entrega total da própria pessoa: alma, coração, corpo, toda a própria vida, presente e futuro. Quando duas pessoas se amam, sabem que vão compartilhar toda a sua vida. O casal é isto: um com uma para sempre, em tudo, para terminar nos filhos. Já não são dois, mas uma só carne e uma só vida. Antes eram duas vidas independentes que, de vez em quando, coincidiam. Agora estão intimamente ligados, a vida de um é inseparável da do outro. Até nas coisas mais concretas.
    (M. Santamaría Garai)
  • A “união de facto” não é senão uma conjunção provisória de solidões.
    (André Frossard)
  • Por a pessoa ser corpo e espírito, o seu amor realiza-se com o tempo, mas é, em si mesmo, para sempre. Ou uma pessoa se entrega para sempre ou não se entregou a si próprio. E, se se entregou, já não se possui a si mesmo em propriedade exclusiva, pois deu o coração e o corpo a outra, que, por sua vez, lhos deu a ele. (M. Santamaría Garai)
  • Se se compreender esta realidade da entrega matrimonial, entende-se também que não é o mesmo haver relações sexuais antes de se casarem ou depois. Se ainda não se casaram, então não se comprometeram. Imaginemos que, no dia seguinte a essa relação, a outra parte tem um acidente e fica terrivelmente desfigurada. Se não me entreguei mediante o matrimónio, “na saúde e na doença”, posso colocar a mim próprio a possibilidade de, com o tempo, refazer a minha vida com outra pessoa. Mas se me entreguei, tenho uma obrigação de estrita justiça para com o outro: na saúde e na doença, o meu coração e o meu corpo são seus, até que a morte nos separe.
    (M. Santamaría Garai)
  • Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, belo e fascinante. Não acaba quando se conquistaram um ao outro, aliás é aí mesmo que começa. Este é um caminho de cada dia e tem regras que se podem resumir em três palavras, que repito tantas vezes às famílias: com licença, obrigado e desculpa.
    (Papa Francisco)
  • É claro que os esposos e os filhos são seres humanos, com falhas e defeitos. Podem surgir dificuldades, mesmo graves, mas a solução não é negar a natureza das coisas, mas precisamente apoiar-se nela para procurar ultrapassar essas dificuldades.
    Não se pense em situações idílicas, mas num amor que cresce no meio das dificuldades, nas canseiras, nas incomodidades, nas coisas que saem bem e nas que saem mal, problemas de saúde, apertos económicos, cansaços, irritações passageiras, etc.
    E tudo isto é compatível com a felicidade. Quem ama sente-se feliz, mesmo quando não é inteiramente correspondido, embora aí possa haver uma plenitude de amor.
    (Juan Luis Lorda)
  • Fidelidades pessoais: sem elas a estrutura da pessoa continua aberta, quebrada em mil tentativas de procura de realização pessoal.
    (Miguel-Angel Martí García)
  • Os cônjuges mais alegres parecem ser aqueles que não se centram exclusivamente em alcançar a sua felicidade. Não procuram constantemente a vantagem pessoal, nem seguem metas próprias de pessoas instaladas, nem tentam formar o seu próprio idílio, preferem partilhar a sua felicidade e o seu amor com os outros: filhos, familiares, amigos, vizinhos e companheiros de trabalho.
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • Uma crise matrimonial não é nenhuma catástrofe. Quem foge dela, sobrevaloriza-a. Quem a ignora, peca por despreocupação. Deveríamos descobrir a oportunidade que ela encerra. Através de tais provas, o amor vai amadurecendo e ganhando em profundidade; cada tempestade é uma oportunidade de renovação. Com os anos vou amando cada vez mais porque quero amar, porque escolhi o outro como cônjuge e estou disposto a suportar desilusões.
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • A realização mútua dos nossos sonhos não é nenhum elemento básico do casamento, mas sim a valentia de aceitar sempre, de novo, uma pessoa que com o correr do tempo vai actuando de maneira diferente dos meus ideais. O que devemos quebrar, especialmente quando surge uma crise, não é o casamento, mas os nossos sonhos e ilusões irreais.
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • No amor tudo está terminado desde o dia em que um dos amantes pensou que a separação era possível.
    (P. Bourget)
  • Por ser um amor total, o amor entre homem e mulher não pode ser senão de um com uma e para sempre. Porque supõe também a adaptação das duas personalidades, das maneiras de ser e gostos de cada um, que procuram evitar o que prejudique ou desgoste o outro, reconhecendo agradecidos que o outro está a fazer o mesmo para que a vida seja agradável e o amor vá aumentando sem encontrar obstáculos. Desta maneira, as personalidades dos dois cônjuges vão-se influenciando e penetrando mutuamente. A vida de um constitui uma parte real da vida do outro. Romper essa união significaria mutilar a vida interior de cada um dos cônjuges e suporia o fracasso rotundo na aventura pessoal mais profunda que pode empreender um ser humano.
    (M. Santamaría Garai)
  • Se percebemos o que é o enlace matrimonial damo-nos conta de que é uma nova realidade: as vontades de ambos os cônjuges comprometeram-se irrevogavelmente. E se uma pessoa se entregou desta maneira, sucede como com o que se atira sem pára-quedas: ou se atirou ou não se atirou, mas, se se atirou, já não pode voltar atrás. Isto ajuda-nos a distinguir entre o acto do matrimónio, que é uma realidade que surge pelo consentimento das vontades, e os papéis, as cerimónias e as festas.
    (M. Santamaría Garai)
  • A fidelidade, naturalmente, tem que ver com a sexualidade, mas não se limita a ela. Implica a aceitação de ambos em todas as dimensões da sua personalidade. Normalmente, a fidelidade está presente na vida matrimonial quotidiana de uma maneira calada e pouco visível, consistindo numa constância tanto nos bons tempos como nos difíceis. É preciso a ajuda do outro, sobretudo face à monotonia diária que pode consistir nas obrigações familiares e profissionais. Mas também se requer quando se fracassa, se duvida de si mesmo ou por acaso se falhou. “Sê solidário com os teus amigos, sobretudo quando são culpados”, diz um provérbio francês. Quando alguém está prestes a cair no mais fundo da miséria, não é precisamente o parceiro aquele que, em primeiro lugar, deve lutar para ir com ele?
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • É habitual os casais zangarem-se… Às vezes [até] voa um prato. Mas, por favor, lembrem-se disto: não acabem o dia sem fazer as pazes. Nunca, nunca. Este é um segredo para conservar o amor.
    (Papa Francisco)
  • A coisa mais importante que um pai pode fazer pelos seus filhos é amar a mãe deles.
    (Autor desconhecido)
  • Um casamento feliz exige que nos apaixonemos muitas vezes e sempre pela mesma pessoa.
    (Autor desconhecido)
  • Casar é dividir os seus direitos e duplicar os seus deveres.
    (Schopenhauer)
  • Uma pessoa necessita de toda uma vida para amadurecer. Requer a ajuda dos outros e, se está casada, especialmente a do seu cônjuge. O homem necessita do apoio da sua mulher, e a mulher do do seu marido, para desenvolver todas as suas capacidades.
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • O amor conjugal é, sem dúvida, um amor exclusivista, mas que abarca ao mesmo tempo toda a humanidade. É exclusivista na medida em que cada um se pode unir com toda a intensidade somente a uma pessoa. Mas quando amo verdadeiramente uma só pessoa, o coração torna-se grande e proporciona a faculdade de me dedicar a muitas mais.
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • Pode dar-se o caso de ter havido cerimónia, papéis, festa, inclusive celebração religiosa do matrimónio e que, na realidade, não tenha havido matrimónio, porque faltou a essência, que é a decisão dos cônjuges de entregar-se um ao outro para sempre, para terminar nos filhos. Por exemplo, no caso de um dos noivos querer simplesmente tirar proveito do casamento, mas não querer comprometer-se para sempre.
    (M. Santamaría Garai)
  • Casar-se não tem nada a ver com uma celebração ou com uns papéis. Casar-se não é outra coisa que a entrega mútua de duas pessoas para sempre. Os papéis não são senão uma expressão externa dessa realidade interior que se consuma na intimidade da vontade e se exprime na intimidade do corpo.
    (M. Santamaría Garai)
  • Se a sexualidade está orientada para a transmissão da vida, e como a vida é algo sagrado, a sexualidade também o é. E o casamento, que é o âmbito em que se exerce essa função, também o é.
    (Juan Luis Lorda)
  • Antes do matrimónio, pode existir a realidade do apaixonamento e a intenção de entregar-se. Contudo, não existe a realidade do amor e da entrega livremente assumidos para sempre. Por isso, “fazer amor” é verdade e portanto bom, mas só depois do casamento, que não se fundamenta na celebração externa mas sim no acto da vontade dos que se entregaram para sempre.
    (M. Santamaría Garai)
  • Outra coisa são as condições legítimas para que esse contrato de mútua entrega seja válido. Por exemplo, no caso do sacramento católico, exige-se que a afirmação da mútua entrega se faça perante duas testemunhas e na presença de uma testemunha qualificada que é o bispo ou o pároco (ou quem o substitua legitimamente). Mas repito que o essencial radica na vontade de se comprometer irrevogavelmente. Por isso, no caso do sacramento católico, se, no prazo de um mês não for possível, sem grave incómodo, encontrar pessoa que possa exercer esse papel de testemunha qualificada, basta a presença das outras duas testemunhas. E se o casal está romanticamente perdido numa ilha deserta, bastará a realidade do seu compromisso mútuo. Estão realmente casados, embora ninguém mais saiba. Mas uma vez dado o sim, dado está, para sempre, ainda que ninguém saiba senão Deus.
    (M. Santamaría Garai)
  • É evidente que casamento e amor não devem identificar-se ingenuamente. O casamento, que é uma união objectiva, é independente dos sentimentos amorosos, garantia de segurança e continuidade. Essa união é como uma cerca no interior da qual se torna possível o crescimento do amor. Baseia-se numa decisão definitiva. A frase “amo-te” é uma característica desta decisão. Por isso, qualquer palavra acrescentada como em “amo-te muito” ou “amo-te imensamente” não é considerada um reforço, mas sim um redutor.
    (Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
  • O casamento não produz dois prisioneiros, mas sim uma liberdade em duas pessoas. Pode dizer-se que teve êxito quando, tendo-se tomado o compromisso inicial, e tendo-se convertido a união em algo natural, os esposos nem sequer têm a impressão de estarem casados.
    (André Frossard)
  • Nestas terras, quando há um casamento diz-se que aquele homem e aquela mulher vão “dar o nó”. Não perdem a liberdade: exercem-na da forma mais excelente, prendendo-se um ao outro definitivamente de livre vontade.
    (Paulo Geraldo)
  • Evitamos os compromissos sérios, fugimos das palavras que não têm retorno; fugimos, portanto, do casamento (e se não fugimos desfazemo-lo quando surgem dificuldades). E isso é outra manifestação de não sermos donos de nós mesmos, de não termos tido as vitórias interiores necessárias para sermos homens no verdadeiro sentido da palavra. Não somos livres.
    (Paulo Geraldo)
  • Sucede que o amor do casamento é de tal forma que não admite meias-tintas: se existe é para sempre. Se aquilo que se entrega não é tudo, esse amor não tem a qualidade necessária para se tornar no fundamento de uma família. Não pode ser alicerce nem raiz. Não será fecundo. Dará frutos apodrecidos, como, infelizmente, temos verificado tantas vezes.
    O amor não admite o cálculo. Não faz contas. O amor é louco.
    (Paulo Geraldo)
  • O casamento é um edifício que deve ser reconstruído todos os dias.
    (André Maurois)
  • Se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão “para sempre”. Não tem sentido dizer: – Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um “amo-te” que implica “só por algum tempo” não é um amor verdadeiro. É antes um “gosto de ti, agradas-me , sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida”.
    (M. Santamaría Garai)
  • A entrega do corpo é a expressão dessa entrega total da pessoa. Porque o meu corpo sou eu, não é uma coisa externa, um agasalho ou uma máquina que eu uso, mas sou eu próprio. Precisamente por isso, o amor conjugal autêntico inclui, por si, o “até que a morte nos separe”. O matrimónio é entregar-se para sempre; entregar o corpo sem se entregar para sempre seria prostituição, a utilização da própria intimidade como objecto de troca: dar o corpo em troca de algo (ainda que esse algo seja o enamoramento), sem ter entregado a vida.
    (M. Santamaría Garai)
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