Era uma vez duas irmãs: a Alegria e a Tristeza. A Alegria não precisava de muito para se alegrar, bastava um raio de sol ou um pássaro a cantar. A Tristeza não se contentava com pouco, gostava de despedidas ou de desilusões, de promessas quebradas e de pedras no caminho. Às vezes, por ver a irmã tão triste, a Alegria, que era generosa, dava-lhe o lugar, que a Tristeza logo ocupava sem lho querer devolver. Só que a Alegria era mais paciente do que a Tristeza, e sabia esperar. Então, ia-se entretendo com os pequenos gestos dos corações bondosos e chegou a comprar uma lupa para ver melhor as pequenas coisas que sempre passam despercebidas aos olhos que andam sempre postos no chão. Depois, porque a Tristeza teimava ficar sentada a um canto, a Alegria ia bater à porta da Esperança e brincavam na rua até ao nascer de um novo dia e diziam sempre uma à outra, quando se despediam, que o dia seguinte seria muito melhor do que o anterior.
Bom dia! 🌹
Texto de Elisabete Bárbara
ilustração de Mitzy Renooy