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As palavras ensinaram-me a perguntar.
E faço agora a pergunta que, sem palavras, não faria:
Para quê?
Para quê ter as palavras da pergunta e não conhecer as palavras da resposta?
Para quê poder perguntar se a resposta não vem
E o silêncio, sem sinais de pontuação, é a maior interrogação…
Dirijo ao Céu a minha pergunta de mãe:
Se Deus me quis tirar o meu filho,
Por que razão mo deu?
Texto de Elisabete Bárbara
ilustração de Ilya Sergeyevich Glazuno
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